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Leapmotor B10 chega ao Brasil com desconto de até R$ 20 mil e ameaça dominar os SUVs elétricos

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Um SUV elétrico chinês pousando no Brasil com desconto de até R$ 20 mil. Parece exagero de marketing, mas é exatamente a aposta da Leapmotor com o novo B10. E olha, dessa vez a promessa parece ter fundamento.

O preço sugerido é R$ 182.990. Só que ninguém paga esse valor cheio. Quem entra com um usado na negociação abate R$ 10 mil. Já microempresários e pessoas jurídicas conseguem chegar a R$ 20 mil de desconto. É o tipo de conta que muda toda a comparação dentro do universo dos carros elétricos no país. Vale a pena trocar de carro por isso? Continue lendo que a gente te conta tudo.

O modelo mira quem está de olho em SUVs compactos premium, SUVs médios de entrada e os rivais chineses que rondam a faixa dos R$ 200 mil. A missão é clara: entregar espaço, potência e tecnologia por um preço mais camarada dentro do mundo eletrificado.

Quem está por trás dessa jogada

A chegada da marca ao Brasil passa pela Stellantis, responsável pela operação internacional da Leapmotor fora da China. E aqui está o detalhe que muda tudo: os modelos B10 e C10 serão produzidos no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco. Ter uma gigante como a Stellantis por trás derruba boa parte da desconfiança natural que qualquer consumidor tem com marca chinesa recém-chegada. Afinal, suporte e peças de reposição pesam tanto quanto o preço na hora de decidir.

Motor traseiro que muda a sensação ao volante

O B10 usa motor elétrico traseiro de 218 cv com tração traseira. A configuração separa a direção da entrega de força, o que melhora e muito a sensação ao volante se comparado a elétricos de tração dianteira mais potentes. O volante fica livre de puxões durante acelerações bruscas. O carro entrega neutralidade nas retomadas, algo que faz diferença real no trânsito do dia a dia.

A ficha técnica confirma os 218 cv, tração traseira e autonomia de 288 km no padrão nacional. Não é um esportivo, longe disso. Mas entrega desempenho de sobra para cidade, viagens curtas e ultrapassagens rápidas. A fórmula é a clássica de SUV familiar elétrico: conforto, silêncio e resposta ágil ao acelerador.

A autonomia é modesta, mas a recarga compensa

A bateria de 56,2 kWh entrega 288 km pelo padrão Inmetro. É um número mediano perto de alguns concorrentes. No ciclo WLTP, usado em outros mercados, a autonomia sobe para 361 km. E aqui vale um lembrete: o consumo real de carros elétricos varia conforme velocidade, temperatura, estilo de condução e uso do ar-condicionado. Ninguém roda igual a uma planilha de laboratório.

O ponto forte mesmo está na recarga rápida de até 140 kW. Ela recupera boa parte da bateria em paradas curtas, desde que haja carregador compatível por perto. A química LFP da bateria garante durabilidade térmica superior e mais resistência aos ciclos de carga, tecnologia que já virou padrão entre fabricantes chinesas.

O espaço interno é o maior trunfo do carro

Os 4,51 m de comprimento e 2,74 m de entre-eixos colocam o B10 acima de muitos SUVs compactos vendidos por aqui. O piso plano na segunda fileira, típico de elétricos, garante conforto real para quem senta atrás, até no lugar do meio.

O banco traseiro tem altura de assento adequada, saídas de ar dedicadas, portas USB e bom acabamento. A maioria dos SUVs perde qualidade de material na segunda fileira. O B10 mantém o padrão parecido entre frente e traseira, o que já entrega mais do que muita gente espera nessa faixa de preço. O porta-malas de 430 litros atende bem o uso familiar, e ainda há compartimento extra sob o assoalho, já que o carro dispensa estepe convencional e usa kit de reparo.

A cabine é moderna, mas faltam detalhes que pesam no bolso

A cabine segue a tendência recente de carros chineses: poucos botões físicos, comandos concentrados na tela central. As saídas de ar mantêm ajustes físicos, o que facilita bastante o uso diário. O carro também traz quadro de instrumentos digital, multimídia ampla, câmera 360 graus, teto panorâmico e pacote avançado de assistências à condução. Até aqui, tudo entrega.

As faltas incomodam, sim. Um carro acima de R$ 180 mil sem limpador traseiro, sem sensores dianteiros, sem abertura elétrica do porta-malas e sem ajustes elétricos nos bancos levanta a sobrancelha. A chave também é digital, via cartão ou celular. Moderno, mas pode complicar em situações banais como deixar o carro com manobrista ou trocar de condutor rapidinho.

O design não grita, mas convence pela proporção

O Leapmotor B10 não aposta em ousadia visual. A dianteira tem assinatura luminosa horizontal e faróis em blocos separados. A traseira segue a mesma linha limpa, com lanternas interligadas. O resultado é um SUV de identidade ainda pouco marcada, natural para uma marca que está construindo presença fora da China.

O entre-eixos longo e os balanços curtos entregam a sensação de um carro maior do que realmente é. Quem prefere discrição ao volante vai gostar do resultado.

Vale a pena colocar as fichas no B10?

O Leapmotor B10 não é perfeito. A ausência de limpador traseiro, sensor dianteiro e chave presencial convencional mostra que o SUV ainda tem lição de casa para fazer.

O conjunto geral, contudo, convence. O carro entrega bom espaço interno, motor elétrico traseiro de 218 cv, bateria de 56,2 kWh, recarga rápida e pacote tecnológico robusto. E o preço fica ainda mais atraente com os descontos comerciais na mesa.

Na faixa abaixo dos R$ 200 mil, o B10 se firma como opção real para quem quer migrar para um SUV elétrico sem gastar uma fortuna. Com bônus de R$ 10 mil ou R$ 20 mil, a proposta ganha força para incomodar tanto rivais chineses quanto SUVs a combustão bem equipados.

O maior desafio da Leapmotor agora é conquistar a confiança do brasileiro em relação a suporte, confiabilidade e valor de revenda. Com a Stellantis sustentando rede forte e produção nacional, o B10 tem tudo para deixar de ser só mais uma novidade chinesa e virar, de fato, uma das apostas mais espertas entre os SUVs elétricos do país. E você, compraria um elétrico chinês fabricado aqui no Brasil?

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