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Usados e seminovos batem recorde no Paraná e o “carro véio de guerra” é o grande vencedor

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O mercado paranaense de carros usados e seminovos entregou tudo no primeiro semestre de 2026. As vendas cresceram 12,1% no Estado, e o número que sustenta esse resultado impressiona: quase 800 mil veículos trocaram de dono entre janeiro e junho. Será que o paranaense descobriu que comprar carro novo virou artigo de luxo desnecessário? Os dados sugerem que sim.

O semestre que confirmou a força do mercado

Os números são da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar), com base em relatório da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). Foram 798.593 unidades comercializadas no primeiro semestre, contra 712.679 no mesmo período de 2025. A diferença é gorda e mostra que o setor não deu uma trégua sequer.

Comparando maio e junho, a curva também sobe. Em junho foram 138.977 veículos vendidos, contra 137.244 em maio, um avanço de 1,3%. Parece pouco no papel, mas é a confirmação de que o mercado de seminovos e usados segue em ritmo de expansão constante, mês após mês. Quantas vezes um setor inteiro sustenta esse tipo de consistência sem sinal de fadiga?

O “carro véio de guerra” é o novo objeto de desejo

Aqui está o dado que mais chama atenção. Os veículos com 13 anos ou mais de uso lideraram disparado as negociações em junho, representando 44,13% de tudo que foi vendido no Paraná. Quase metade do mercado inteiro é de carro que já rodou, apanhou e continua entregando resultado.

Os usados de 4 a 8 anos vêm na sequência, com 20,69% das vendas. Os seminovos, com até três anos, ficaram com 18,14%, e os carros de 9 a 12 anos fecharam com 17,04%. O paranaense não está atrás de status. Está atrás de carro que funciona, que não quebra o orçamento na manutenção e que resolve o problema real: rodar. Isso é prevenção financeira pura e simples.

Os modelos que o paranaense não abre mão

O Volkswagen Gol segue irretocável no topo, com 7.184 unidades vendidas só em junho. Depois vêm o Chevrolet Onix, com 3.271 unidades, o Fiat Uno, com 2.888, o Fiat Palio, com 2.843, e o Hyundai HB20, fechando com 2.464 vendas.

Repara no padrão: nenhum lançamento badalado, nenhum SUV milionário, nenhum carro de vitrine. São modelos batidos, testados e aprovados por quem já rodou milhares de quilômetros neles. Confiabilidade, manutenção acessível e boa liquidez de revenda ditam a régua de decisão, não o hype do momento. Vale mais um carro chique parado na garagem ou um Gol rodando redondo todo dia? A resposta do paranaense já está dada.

O que vem por aí para o setor

A expectativa é de continuidade forte no segundo semestre, período que historicamente puxa ainda mais negócios para o setor. Se o cenário atual se mantiver, o mercado de usados deve seguir como um dos pilares mais firmes da economia paranaense, gerando empregos e movimentando revendas pelo Estado inteiro.

O recado é direto: o paranaense entende de carro, sabe negociar e não se deixa levar por modismo. E você, já trocou de carro esse ano ou está namorando algum modelo desse ranking?

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