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Queda de pelo dos pets aumenta na primavera: descubra por que isso acontece todos os anos e como diferenciar do que é preocupante

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Se o sofá da sua casa parece coberto por um segundo bichinho, a primavera chegou. Todo tutor de cachorro ou gato passa por essa fase: a vassoura vira item de uso diário, o pelo aparece na roupa, no prato de comida, até no copo de água. E a pergunta que fica no ar é sempre a mesma. Isso é normal ou é hora de se preocupar?

Na maioria dos casos, é só o corpo do animal fazendo o que sempre fez. Entender por que isso acontece ajuda a parar de se assustar com a quantidade de pelo solto pela casa e, principalmente, a reconhecer rápido quando algo realmente sai do previsto.

Por que os pets perdem tanto pelo nessa época do ano

A resposta está na luz do dia. O aumento da luminosidade natural na primavera altera a produção hormonal dos animais e acelera o ciclo de troca da pelagem. O corpo do pet entende esse sinal como um aviso de que o calor está chegando, então descarta a subpelagem densa que serviu para aquecer durante o inverno.

Esse processo tem nome técnico: muda de pelagem sazonal. Ele atinge com mais força cães de dupla camada de pelo, como huskies, golden retrievers, pastores e chow chows. Gatos de pelo longo também sentem o efeito, embora costumem espalhar menos pelo porque se lambem o tempo todo.

A troca não acontece da noite para o dia. Ela se estende por semanas, com picos de queda que assustam justamente porque o volume de pelo solto cresce rápido em pouco tempo.

O que é considerado normal durante a troca de pelagem

Pelo espalhado pela casa é esperado. Tufos que saem ao pentear são esperados. Uma pelagem visivelmente mais rala também é esperada. O animal segue com o apetite de sempre, a mesma disposição para brincar e a pele saudável por baixo do pelo. Não há coceira excessiva, vermelhidão ou áreas descobertas de forma repentina.

Escovar o pet com frequência muda o jogo nessa fase. A escovação remove o pelo morto antes que ele se solte sozinho pela casa, estimula a circulação da pele e evita a formação de nós, principalmente em animais de pelo longo. Uma alimentação balanceada, rica em ácidos graxos, fortalece o pelo e deixa essa troca mais equilibrada.

Quando a queda de pelo vira sinal de alerta

Alguns sinais mudam completamente a história. Falhas de pelo concentradas em um único ponto, pele avermelhada, casquinhas, coceira intensa e feridas pedem avaliação veterinária o quanto antes. Esses sintomas apontam para causas bem diferentes da troca natural, como alergias alimentares ou ambientais, dermatite, presença de pulgas e carrapatos, fungos ou desequilíbrios hormonais.

Perda de pelo combinada com apatia, falta de apetite ou mudança de comportamento também pede investigação rápida. Esse conjunto costuma indicar uma questão de saúde que vai muito além da estação do ano.

Cuidados que fazem diferença real nessa fase

Manter a rotina de escovação é o cuidado mais simples e mais eficiente para aplicar em casa. Cães de pelo duplo se beneficiam de escovas específicas para subpelo. Gatos de pelo longo pedem escovação mais delicada e mais frequente, para evitar nós que se formam rápido.

O banho no momento certo também ajuda a soltar o pelo morto, desde que feito com produtos adequados que não ressecam a pele. Manter o ambiente limpo, aspirar com regularidade e lavar os tecidos onde o pet costuma deitar reduz o acúmulo de pelo solto pela casa e evita irritações respiratórias em quem tem alergia.

A hidratação e a qualidade da ração fecham esse cuidado. Pets bem alimentados trocam de pelagem de forma mais uniforme e terminam a muda sazonal com um pelo final mais brilhante e mais resistente. Vale o esforço extra com a escova essa época do ano. O sofá agradece, e o pet também.