Moda
Título: Broche: o acessório “de vó” que virou febre entre as it girls da Gen Z
O broche saiu da gaveta da avó e virou o item mais desejado da Gen Z em 2026. Entenda por que essa joia voltou com tudo e como usar sem parecer fantasia.

Tem uma peça circulando pelos closets mais descolados do momento e ela provavelmente já passou pela penteadeira da sua avó.
O broche deixou de ser sinônimo de blazer de tricô e virou o acessório mais cobiçado entre as it girls em 2026. Quem diria, né?
De “coisa de vó” a queridinho da Gen Z
O Pinterest Predicts, relatório que a plataforma lança todo início de ano para prever as tendências de moda que vão pegar, já tinha apontado o crescimento nas buscas por termos como “joia de herança” e “estética de broche”. A moda ouviu o recado. Nas passarelas, a Chanel de Matthieu Blazy trouxe o item de volta ao centro do palco, seguida por Miu Miu, Carolina Herrera, Khaite e Tory Burch, que encheram suas coleções de outono com a peça.
A associação com senhoras de idade é justamente o ponto. Broches carregam história. São aquele tipo de joia statement que se acumula ao longo de uma vida, passa de geração em geração e conta uma trajetória. Numa era em que a Gen Z busca construir uma identidade visual que fuja do óbvio, essa carga simbólica virou combustível criativo puro.
Segundo a imprensa internacional de moda, o broche é a porta de entrada mais fácil para o maximalismo que domina 2026. A estética não tem nada a ver com os clusters de pérolas datados do passado. A recomendação geral do setor é ousar em formatos e texturas que fujam do previsível.
O momento Dakota Johnson
Foi exatamente essa lógica que explodiu quando Dakota Johnson apareceu no desfile da Calvin Klein durante a semana de moda de Nova York usando uma blusa de amarrar, folgada, batizada rapidamente pela internet de “blusa de vó”. O look rendeu memes, elogios e um pico de buscas. A atriz já tinha herdado peças de broche da própria avó, o que reforça a narrativa por trás da tendência.
Será que ainda dá pra chamar isso de moda “careta”? A internet já respondeu que não.
Como usar sem parecer fantasia
Aqui vai o pov: broche não é acessório para guardar na caixinha esperando uma ocasião especial. A graça está em usar sem cerimônia, no dia a dia, misturado com peças básicas.
Prenda um na lapela do blazer. Empilhe vários no jeans jacket, sem medo de parecer “demais”: essa é literalmente a proposta do maximalismo de 2026. Use para fechar um cardigã aberto no lugar do botão que sumiu. Decore o chapéu. Dê um toque diferente no lenço amarrado no pescoço ou na bolsa.
A dica de ouro é evitar réplicas óbvias de pérolas em formato de flor. Formatos escultóricos, metais texturizados, pedras coloridas e peças vintage garimpadas em brechó entregam muito mais personalidade e resolvem qualquer look em segundos.
Um movimento maior do que parece
Essa tendência faz parte de uma virada de chave mais ampla. A moda de 2026 está deixando para trás o minimalismo “quiet luxury” dos últimos anos e abraçando ombreiras estruturadas, silhuetas inspiradas nos anos 80 e joias em maior escala. O broche, nesse contexto, é só a ponta visível de um movimento que valoriza personalidade acima de uniformidade.
Depois de anos de guarda-roupa cápsula e paleta neutra, faz todo sentido que a nova geração queira brilhar com peças que contam uma história.
E você, já tem um broche guardado em algum lugar ou ainda associa a peça só à sua avó? Essa aesthetic pega ou é só surto coletivo?

Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por animais. Suzana acredita que o cuidado e a empatia são as bases de qualquer desenvolvimento saudável. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, à proteção animal e comanda sua própria loja (MF Feminina), onde faz o comercio de roupas femininas, lingeries, cosméticos, perfumaria e produtos de beleza. No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets e dicas de beleza.







