Eco, Clima & Sustentabilidade
Novo parque na Grande Curitiba vai armazenar 15 milhões de litros de água da chuva e ajudar a reduzir alagamentos na região
Publicado
5 dias atrásem
Por
Suzana Machado
A Região Metropolitana de Curitiba vai ganhar uma estrutura capaz de reter 15 milhões de litros de água da chuva antes que eles cheguem às ruas. É o equivalente a encher seis piscinas olímpicas, um volume que, em vez de sobrecarregar as galerias pluviais durante um temporal, vai ficar temporariamente retido dentro de um parque.
O projeto se chama Parque Linear do Weissópolis e será implantado em Pinhais, município vizinho a Curitiba. Com cerca de 72 mil metros quadrados, ele transforma uma área pública do bairro em um espaço que une lazer, preservação ambiental e contenção de enchentes, uma combinação que vem se tornando padrão nas obras mais recentes da região metropolitana.
Um parque pensado para segurar a água antes da enchente
O diferencial do Weissópolis está no sistema de drenagem. A inclinação natural do terreno vai ajudar a reter até 15 mil metros cúbicos de água durante as chuvas intensas, evitando que todo esse volume chegue de uma vez às galerias pluviais e provoque alagamentos nas ruas do entorno.
A intervenção também prevê melhorias na rede de drenagem existente, o fechamento de uma vala que hoje fica a céu aberto e a recuperação da vegetação nativa da área. Juntas, essas ações reduzem o risco de enchentes sem depender apenas de obras subterrâneas, que costumam ser mais caras e demoradas.
Esporte, lazer e mobilidade para os moradores de Pinhais
Além da função ambiental, o parque vai oferecer estrutura de esporte e lazer para diferentes públicos. Estão previstos campo de futebol com grama sintética, playground infantil, quadra de areia, pipódromo e academia para a terceira idade, equipamentos pensados para atender desde crianças até idosos da região.
A mobilidade também entra no projeto. Ciclovias serão implantadas dentro do parque e ao longo da via próxima ao espaço, facilitando a circulação de bicicletas e ampliando a conexão com outros pontos de Pinhais. A ideia é que essas rotas também favoreçam o deslocamento em direção a Curitiba e Piraquara, municípios vizinhos que concentram parte do fluxo diário de trabalhadores da região.
O conceito de parque esponja, que já aparece em outras obras da região
O Weissópolis segue o modelo de parque esponja, uma estratégia urbana que usa áreas permeáveis e estruturas de drenagem para absorver e reter temporariamente a água da chuva, em vez de simplesmente escoá-la o mais rápido possível.
Esse conceito não é exclusividade de Pinhais. Curitiba já aplica a mesma lógica em uma obra na região norte da cidade, no bairro Santa Cândida, onde duas bacias de contenção às margens do Rio Atuba vão armazenar 150 mil metros cúbicos de água, o equivalente a cerca de 60 piscinas olímpicas. O espaço vai beneficiar bairros como Bacacheri, Atuba e Cajuru, além dos municípios vizinhos de Colombo e Pinhais.
Essa proximidade mostra que o Weissópolis não é um projeto isolado, mas parte de uma movimentação mais ampla da Grande Curitiba para enfrentar um problema recorrente nos períodos de chuva forte: a dificuldade das galerias pluviais tradicionais de dar conta do volume de água em pouco tempo.
Investimento e execução da obra
A implantação do parque vai custar aproximadamente R$ 2,6 milhões, valor destinado à compra de materiais e proveniente dos Fundos Municipais de Meio Ambiente e de Saneamento Básico de Pinhais.
A execução ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras Públicas, que vai utilizar equipamentos e mão de obra da própria prefeitura. Até o momento, não há uma data de entrega confirmada para a obra.
O que esse tipo de obra sinaliza para quem mora na região
Parques como o Weissópolis mudam a forma como a cidade lida com um problema que costuma aparecer nas manchetes a cada temporal: ruas alagadas, trânsito parado e prejuízo para quem mora nas áreas mais baixas.
Ao transformar terrenos públicos em estruturas que absorvem água e, ao mesmo tempo, geram espaço de convivência, municípios da Região Metropolitana de Curitiba testam um modelo que pode se tornar referência para outras cidades que enfrentam o mesmo desafio durante o período de chuvas intensas.
Informações: Massa
Mãe, empreendedora, educadora e apaixonada por plantas e animais. Suzana acredita que o cuidado e a empatia são as bases de qualquer desenvolvimento saudável. Formada em Administração e Pedagogia, ela hoje leciona e dedica seu tempo ao universo infantil, comanda sua própria loja (MF Feminina) e cuida de suas plantas. No Ellas Magazine, Suzana transforma sua vivência em sala de aula e sua sensibilidade de tutora em textos acolhedores sobre comportamento, maternidade, moda, pets, jardinagem, natureza e dicas de beleza.
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